Em uma de minhas viagens de Curvelo para Belo Horizonte, observando a estrada, lembrei-me de alguns momentos de minha infância, quando, ainda inexperiente, ficava o tempo todo fazendo aquelas perguntas mais simples para os meus pais. Algumas eram óbvias e fáceis de responder. Outras eram completamente sem sentido, e eles ficavam sem saber como explicar.
Fico pensando em como o tempo passa rápido, as coisas mudam, e a gente aprende, perguntando, ou descobrindo sozinho, o porque de várias coisas da vida. Desde o porque que aquela placa está ali, o que ela significa, o nome daquele lugar, daquela cidade, até as mais diversas dúvidas infantis, quem nunca se pegou perguntando a alguém, ou tendo que responder a alguma criança, algo que parece óbvio, mas que ainda não tinha sido ensinado à elas?
Em algumas épocas da vida, somos atingidos com essa nostalgia. Esse sentimento de estar envelhecendo, apesar de nem ter 20 anos ainda. Dá para perceber, quando você vê os amigos, parentes, vizinhos, tendo filhos, que estão começando agora todo esse caminho que você já percorreu, e também o caminho dos seus pais e avós, que você luta para alcançar, ou modificar, pois nem sempre é necessário seguir os mesmos passos, os mesmos erros e acertos. É sempre bom mudar, corrigir, naquela velha mania de tentar alcançar a perfeição, ainda que sabemos ser impossível.
Essa foi mais uma reflexão de viagem, daquele momento em que você se encontra sozinho, perguntando o porque das coisas. Várias ideias surgem, algumas boas, outras vagas, e no fim, se aproveita alguma coisa.
Em breve, lançarei uma sessão de fotos antigas, que trazem boas lembranças, e acredito que muitos vão se identificar com a mensagem.
Boa semana à todos
André F. Correia
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