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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Textos da Faculdade - Resenha sobre o livro "A Arte de Fazer Um Jornal Diário"

A Arte de Fazer Um Jornal Diário, de Ricardo Noblat

Ricardo Noblat apresenta, com texto leve e linguagem clara, histórias de suas quatro décadas na profissão de jornalista, e fatos do cotidiano de redações por onde trabalhou, além de várias dicas para quem se interessa por jornalismo. A Arte de Fazer Um Jornal Diário tem leitura agradável e indispensável para quem busca um bom livro.
A obra traz relatos de diálogos do autor, estatísticas sobre o jornalismo no país e no mundo nos últimos anos, fatos históricos do ponto de vista de quem esteve lá, narrando e sofrendo junto, preciosas dicas sobre a produção de textos, o trabalho nas redações, e também fora delas, e ótimos comentários do autor sobre seu próprio texto, criticando ou retomando um pensamento, envolvendo o leitor na história. Desde dicas sobre como apurar bem e como construir um bom lead, até conselhos éticos e morais da profissão, o livro é uma aula completa para estudantes de jornalismo, e também para profissionais formados. Utilizando de exemplos publicados em diversos meios em todo o mundo, o livro é recheado de lições. Trabalhos dele ou de colegas de profissão servem para mostrar os erros ou acertos na construção de bons textos.
Quem ainda não tinha certeza se gostava ou não de jornalismo, vai se decidir ao ler este livro. Com um discurso sempre realista, apresenta a profissão para os iniciantes, e motiva os interessados em ser um bom escritor ou repórter.
Dentre os trechos apresentados no livro estão títulos, leads e notícias escritas por ele no seu período nas sucursais do Jornal do Brasil, da Revista Veja, e principalmente do seu trabalho no Correio Braziliense, onde foi diretor de redação. Hoje, Noblat é blogueiro e colunista do jornal O Globo.
A obra conta também com histórias de chefes e colegas de redação, além de um relato completo da grande reforma gráfica que ocorreu no Correio, a partir de 1994. Segundo ele, a reforma começou em 1994, teve outra fase em 1996, e se completou em 2000, sendo considerada a maior reforma desde a realizada pelo Jornal do Brasil nos anos 50. O livro termina com imagens de capas do Correio Braziliense ao longo dos anos, antes e depois da reforma, e uma linha do tempo sobre a história da imprensa, desde a invenção do papel e anos mais tarde, dos tipos móveis de Gutemberg, até a criação dos primeiros jornais nos Estados Unidos, Inglaterra, França e no Brasil. É, simplesmente, um livro imperdível, recheado de história e conhecimento.

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Resenha produzida para a disciplina de Introdução ao Jornalismo - 1º Período - PUC Minas


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